segunda-feira, 6 de março de 2006

Exame

"O filósofo Sócrates defendia que 'a vida não examinada não vale a pena ser vivida'. De certo modo, 'a fé não examinada não vale a pena ser vivida'" (Stanley Grenz e Roger Olson, no livro Quem precisa de teologia?).

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

O analfabeto político por Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais".

sábado, 5 de novembro de 2005

Ainda há uma esperança

"Eu vejo futuro no socialismo. Digo mais, dentro de não muitos anos todos seremos socialistas por instinto de sobrevivência, não por ideologia. Os recursos da terra serão tão escassos que ou os administramos de forma eqüitativa ou não haverá para ninguém. O capitalismo está chegando a seu limite" (Leonardo Boff, em entrevista ao jornal espanhol El País).

sábado, 22 de outubro de 2005

Houston, we have a problem...

"A ciência, coitadinha, tão certinha, tão cheia de pesquisas e de verdades, sabe como levar o homem à lua, mas não sabe como fazer o homem amar". Rubem Alves

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

O horror da predestinação calvinista

"Seu interesse [de Calvino] está exclusivamente em Deus, não no homem; Deus não existe para os homens, mas os homens existem por causa de Deus. Toda a criação, até mesmo o fato, indubitável para Calvino, de que só uma pequena parcela dos homens seria escolhida para a Graça, só poderia ter significado como um meio para a glória e majestade de Deus. Aplicar os padrões mundanos de justiça a Seus soberanos decretos seria desprovido de sentido e até insultuoso para Sua Majestade, uma vez que Ele, e só Ele é livre, isto é, não está sujeito a nenhuma lei. Seus desígnios só podem ser por nós entendidos, ou mesmo conhecidos, à medida que seja do Seu agrado revelá-lo a nós. Só podemos nos ater a esses fragmentos de verdade eterna. Tudo o mais, até mesmo o significado de nosso destino individual, está envolto em tenebroso mistério que seria impossível esclarecer e presunçoso questionar. Lamentar o próprio destino seria para o condenado o mesmo que seria para os animais deplorarem o fato de não terem nascido homens. Tudo o que é da carne está separado de Deus por um golfo intransponível, e merece d'Ele apenas a morte eterna, a menos que Ele tenha deliberado diferentemente, para a glorificação de Sua Majestade. Sabemos apenas que uma parte da humanidade será salva, e o resto será condenado a supor que o mérito ou culpa humanos desempenhem um papel na determinação de seu destino, que seria considerar que os decretos divinos, absolutamente livres e estabelecidos para a eternidade, fossem passíveis de mudanças pela influência humana, o que é uma contradição impossível.

O Pai do Céu do Novo Testamento, tão humano e compreensivo, e que se regozija com o arrependimento de um pecador, como uma mulher com a moeda de prata perdida e reencontrada, desapareceu. Seu lugar foi ocupado por um ser transcendental, além do alcance da compreensão humana, que com Seus decretos incompreensíveis decidiu o destino de cada indivíduo e regulou os mínimos detalhes do Universo para a eternidade. E uma vez que Seus decretos são imutáveis, a Graça seria tão impossível de ser perdida para aqueles a quem a concedeu como impossível de ser obtida para aqueles a quem negou. Essa doutrina, em sua extrema desumanidade, deve ter tido, acima de tudo, uma conseqüência para a geração que se rendeu à sua magnífica consistência: um sentimento de incrível solidão interior do indivíduo."
(Max Weber, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Cap. IV, § 17-18)

Quanto à soberania de Deus, não me resta dúvida. O meu problema reside em admitir uma esquizofrenia divina.