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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bestices

Por 'Carrie, a Estranha'.

Eu tenho orgulhos bestas. Orgulhos bestas são orgulhos sem razão, sem justificativa. Porque existem os orgulhos-não bestas. Sim, existem. Nem todo orgulho é besta. Orgulho de ter feito um trabalho de qualidade, de ter contribuído para determinada coisa. Eu tenho um orgulho besta de ser quem eu sou. Eu me acho especial. Muito especial. Mais especial do que a maioria das pessoas - e também tenho a sorte e a bênção de ser cercada de pessoas especiais. Eu me isolo num campo gravitacional de pessoas especiais. Por mais na merda que eu esteja, e que eu reclame horrores (e eu reclamo por qualquer coisinha), eu sei, lá no fundo, que tudo vai dar certo, afinal eu sou eu. Porra. Veja bem: não é que eu me ache melhor do que as outras pessoas. Mas eu tenho orgulho de mim, das coisas que eu fiz e faço, das coisas que já enfrentei, das pessoas que eu atraio pra perto de mim, em suma: do que eu me torno a cada dia, a cada instante e do que eu ainda

quarta-feira, 16 de março de 2011

Desiderata*

Por Max Ehrmann; tradução de Marcelo Carahyba

Vá placidamente por entre o barulho e a pressa,
e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.

Na medida do possível, sem violar-se,
seja amigável com todas as pessoas.
Fale a sua verdade calma e claramente;
e escute os outros,
mesmo o estúpido e o ignorante;
eles também tem sua história.
Evite pessoas barulhentas e agressivas,
elas são tormento para o espírito.

Se você se comparar a outros,
pode se tomar vaidoso ou amargo;
porque sempre haverá grandiosos e medíocres em relação a você.

Desfrute suas conquistas assim como seus planos.
Mantenha-se interessado em sua própria carreira,
ainda que modesta;
é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos.
Exercite a cautela nos negócios;
porque o mundo é cheio de embustes.
Mas não deixe que isso o torne cego às virtudes que existem;
muitas pessoas lutam por altos ideais;
e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.

Seja você mesmo.
Principalmente não finja afeição.
Nem seja cínico sobre o amor;
porque em face à toda aridez e desencantamento
ele é perene como a grama.

Aceite gentilmente o conselho dos anos,
renunciando graciosamente às coisas da juventude.
Cultive a força espiritual que o protegerá no infortúnio inesperado.
Mas não se desespere com perigos imaginários.
Muitos temores nascem da cansaço e da solidão.

Adote uma disciplina sadia,
seja gentil consigo mesmo.
Você é filho do Universo,
não menos que as árvores e as estrelas;
você tem o direito de estar aqui.
E, seja claro ou não para você,
sem dúvida o Universo se desenrola como deveria.

Portanto, esteja em paz com Deus,
seja qual for sua forma de concebê-lo,
e sejam quais forem suas tarefas e aspirações,
na barulhenta confusão da vida mantenha-se em paz com a sua alma.

Com todas as suas falácias, exigências, e sonhos desfeitos,
este é ainda um mundo maravilhoso.
Seja entusiasmado.
Lute para ser feliz.



* Desiderata (do latim: "coisas desejadas" ou "aspirações", plural de desideratum) é uma prosa poética do escritor estadunidense Max Ehrmann (1872-1945), datada de 1927. Aproximadamente em 1959, o Rev. Frederick Kates da Saint Paul's Church, em Baltimore, Maryland, utilizou o poema numa coleção de devocionais que havia compilado para sua congregação com a seguinte nota: "Old Saint Paul's Church, Baltimore A.D. 1692". Nos anos '60, o poema circulou amplamente com a crença de que havia sido escrito por um anônimo em 1692, ano de fundação da igreja, e de que lá fora encontrado. O verso "Muitos temores nascem da cansaço e da solidão" pode ser encontrado na música 'Há Tempos' da extinta banda Legião Urbana. No álbum da banda, 'As Quatro Estações', existe uma nota referenciando a "lenda" do antigo manuscrito da igreja de Baltimore.

Fonte: Acervo pessoal e Wikipédia.